1 de junho de 2011

Comissão aprova projeto que garante condições especiais de trabalho para taquígrafos

Taquígrafos de todo o Brasil podem ter tratamento diferenciado na hora de se aposentar. A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira (01), o Projeto de Lei 7.358/2010, do deputado federal Valtenir Pereira, que estabelece condições especiais de trabalho e aposentadoria para esses profissionais.

De acordo com texto, os taquígrafos poderão se aposentar após 25 anos de trabalho. O PL estabelece também que estes profissionais devem ter uma jornada de seis horas diárias, podendo ser acrescida no máximo duas horas.

O PL também classifica a atividade taquigráfica de insalubre. Além disso, prevê que para o trabalho noturno (executado entre 19h e 6h), o taquígrafo deve receber 20% a mais no salário em relação a hora diurna.

Valtenir justifica a proposta afirmando que a profissão exige um grau elevado de conhecimento, treinamento e dedicação. “Tudo deve ser registrado com uma perfeição absoluta, o que obriga esses profissionais a possuir uma cultura geral excepcional e a estar permanentemente se aperfeiçoando”, explica.

O deputado cita um estudo do professor Gentil Luiz João Feijó, da Universidade Fluminense de Medicina, que aponta que o desgaste físico e psíquico do taquígrafo ocorre prematuramente e pode levar à invalidez em um prazo curto.

O que é taquigrafia?

Taquigrafia é a escrita rápida que permite ao profissional que exerce essa atividade digitar rapidamente o que é falado por um orador. Ela é utilizada tanto na iniciativa privada quanto por órgãos da Administração Pública e servem de documento comprobatório do que foi decidido em reuniões, discursos, usado em iniciativa privada e pública. A anotação que o taquígrafo faz de um discurso é feita, em média, a uma velocidade de 100 a 120 palavras por minuto. (Fonte: Projeto de Lei 7.358/2010)

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