O cinema nacional “tá com tudo e não está prosa”. Chega às telonas de todo o país o longa “Qualquer Gato Vira Lata”.
Apresentando, Cléo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo e grande elenco. Dentre os nomes famosos está o do campista Rodolfo Mesquita, que faz sua estreia nos cinemas. Outra novidade é a exibição dos filmes do Festival Varilux de Cinema Francês em um dos cinemas de Campos.
O longa “Qualquer Gato Vira Lata” é uma comedia romântica dirigida por Tomás Portella. No filme Mesquita faz apenas uma pequena participação, onde interpreta um barman que contracena direto com o ator Malvino Salvador. Habituado ao ritmo de TV, o ator destaca: “apesar de ser apenas uma pequena participação, esse é o primeiro contato com a sétima arte, foi uma experiência inovadora, única. Fazer cinema é muito diferente de televisão. Toda minha participação foi filmada em dois dias”, comemora o campista.
Na história, Tati (Cléo) é uma jovem estudante de Direito cansada de ser ignorada pelo namorado mimado, Marcelo (Dudu), e se oferece como cobaia para as pesquisas do professor Conrado (Malvino). O estudioso tem uma tese polêmica sobre a harmonia entre as conquistas amorosas dos humanos e as leis da biologia, baseando-se nas atitudes dos animais, já que na maioria das espécies as fêmeas são recatadas e os machos, mais audaciosos. O curioso é que ele mesmo é a prova contrária disso, já que sua namorada Angela (Rita Guedes) manda nele e na hora da briga leva até o cachorro embora. Mas a experiência acaba se revelando ainda mais desafiadora para aluna e professor, tendo em vista que tem cheiro de romance no ar.
Animado com a participação no filme, Mesquita lembra que este não é seu primeiro grande convite. Carinha tarimbada da TV, sua última participação foi em “Macho Man”, no capítulo de estreia, mas já emprestou seu talento para pelo menos 16 personagens na telinha, e conta com mais de 20 espetáculos de teatro no currículo. Iniciou nas artes dramáticas em Campos, sua cidade natal. O primeiro passo foi há 22 anos, quando integrou o elenco do Grupo de Teatro Liceísta, do Liceu de Humanidades de Campos, durante o ginásio e 2º grau. Após concluir os estudos na cidade, mudou-se para o Rio de Janeiro, para cursar Artes Cênicas na UNI-RIO, onde se Bacharelou em Interpretação Teatral. Sempre que possível o ator inclui sua cidade natal na agenda de trabalho.
Nesse momento, Rodolfo está ministrando uma oficina de teatro no Sesc Rio, unidade de Campos, que teve inicio no último dia primeiro e termina no próximo dia oito com a improvisação de uma cena, com base nos elementos praticados durante a oficina. Logo após retorna para o Rio, onde participará da leitura de Therese Raquin, do escritor francês Émile Zola, que tem estreia prevista para setembro, e a trabalhar também a remontagem do monólogo, “A Sônia que é Feliz”, da premiada roteirista Julia Spadaccini.
Festival Varilux de Cinema Francês para cinéfilos campistas
Grandes nomes da cinematografia francesa estão em 10 filmes inéditos em 22 cidades em uma mostra, que este ano homenageia a atriz Sandrine Bonnaire com oito longas-metragens. O encontro profissional para discutir a distribuição cinematográfica entre o Brasil e a França é o foco da programação do Festival Varilux de Cinema. Em Campos o Cine Magic, no Shopping Avenida 28, conta com uma sala exclusiva para o festival.
Além de exibição de filmes em todas as cidades, o festival promove um encontro entre profissionais da área cinematográfica no Rio de Janeiro. A delegação francesa e os profissionais brasileiros debatem o mercado no encontro “Cinema digital e diversidade cultural: Desafios e oportunidades para as indústrias brasileira e francesa” que acontece hoje. Entre os temas discutidos estão: a difusão comercial em sala; as novas janelas de difusão dos filmes (internet, celulares); a distribuição dos filmes não americanos nas televisões e as ações inovadoras de promoção do cinema. A programação completa do Festival Varilux de Cinema Francês está no site www.festivalcinefrances.com.
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