O líder do PSB e senador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg (DF) afirmou, em entrevista ao PSB-40, que o resultado das ultimas eleições consolida a imagem do partido como força nacional, com inserção em todas as camadas da sociedade. Ele comemorou o crescimento da legenda em 30% na Câmara, além do aumento substancial do número de governadores, senadores e deputados estaduais. O partido deve agora pensar na governabilidade e no fortalecimento da democracia, afirma, destacando que a presidente Dilma Roussef foi eleita por uma aliança ampla e complexa e precisará acomodar essas forças políticas. 0 PSB poderá ser a força inovadora nesse
processo, atuando tanto no Executivo quanto no Congresso, em projetos que promovam a estabilidade econômica e o desenvolvimento social com preservação do meio ambiente. Rollemberg destacou, ainda, o papel desempenhado pelos socialistas na legislatura que se encerra. Leia abaixo a íntegra da entrevista.
PSB-40 : Qual sua avaliação sobre o desempenho do PSB nas eleições 2010? Dá para dizer que o resultado consolida o caráter nacional da legenda? RR : O nosso partido teve umótimo desempenho nesta eleições. Tivemos participação decisiva na eleição da presidente Dilma, aumentamos as bancadas no Congressso Nacional, elegemos seis governadores, sendo que dois deles, Eduardo Campos, de Pernambuco, e
Renato Casagrande, do Espírito Santo, foram os campeões nacionais de votos. Elegemos ainda mais de setenta deputados estaduais em todas as unidades da federação. Com certeza, esses resultados consolidam a imagem do PSB como um partido nacional, uma força política, com inserção em todas as camadas da sociedade.
PSB-40 : Que papel deverá tero PSB na aliança com o Governo Dilma, a partir do resultado eleitoral que o credencia como alternativa de poder no futuro? RR : Devemos pensar sempre na governabilidade e no fortalecimento da democracia.A presidente Dilma foi eleita por uma aliança tão complexa quanto ampla de partidos, que vai da esquerda até o centro direita. Ela precisará de muita habilidade para acomodar todas essas forças políticas em torno de um projeto para o país. O PSB poderá ser a força inovadora. Por exemplo, no Executivo teremos quadros qualificados e experientes, conforme atuamos no governo do presidente Lula. Na Câmara e no Senado, nossas bancadas atuarão decisivamente na aprovação dos projetos que promovam a estabilidade econômica e o desenvolvimento social com preservação do meio ambiente. Quanto ao futuro, o PSB já provou nas urnas e na sua atuação no Executivo e Legislativo que tem quadros preparados para todos os postos, desde presidente da República até vereador.
PSB-40 : Qual sua avaliação sobre o papel do Congresso Nacional no segundo mandato do Governo Lula? RR : O Congresso vem demonstrando uma capacidade crescente de contribuir para o debate dos grandes temas nacionais e apresentar soluções para as questões mais relevantes. Um fato marcante nessa busca por um maior protagonismo foi a decisão do presidente Michel Temer que permitiu à Câmara votar uma série de proposições, mesmo com a pauta trancada por medida provisória. Pela decisão, o trancamento d a p auta
impede somente que o Plenário da Casa vote, em sessões ordinárias, projetos de lei ordinária mas não impede que sejam votadas, em sessões extraordinárias, outras proposições, como projetos de resolução, de decreto legislativo, de leis complementares, além de propostas de emenda à Constituição. Com essa decisão,
a Câmara rompeu, ao menos emparte, com a condição de órgão meramente auxiliar do Executivo, o que a constrangia a viver em compasso de espera.
PSB-40 : Qual o principal legado deixado pelo Congresso nessa Legislatura para garantir
através de matérias aprovadas as conquistas sociais, políticas e econômicas do Brasil? RR : Creio que duas leis aprovadas merecem menção especial. A primeira é a Lei da Tr ansparência, em vigência desde maio deste ano. A i mportância dessa lei é imensa. Por ela, municípios, estados, o Distrito Federal e a União são obrigados a divulgar receitas e despesas realizadas com o dinheiro público na internet. Agora será p ossível
acompanhar e controlar o uso do dinheiro público, o que inibirá a corrupção e permitirá ao povo julgar se os gastos estão priorizando a qualidade de vida da população e efetuados com eficiência. A outra é a Lei da Ficha Limpa, fruto de um projeto de lei de iniciativa popular, apresentado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que contou com as assinaturas de mais de dois milhões de cidadãos. Esse é, por si só, um dado importantíssima, que insere esse movimento na nobre linhagem das grandes campanhas democráticas, como as diretas-já e a mobilização dos caras pintadas pelo impeachment de Collor.
PSB-40 : Qual a participação do PSB na aprovação dessas matérias? RR : A L ei da Transparência surgiu como um projeto de lei apresentado pelo ex-senador João Alberto Capiberibe, do PSB do Amapá. Como líder do PSB na Câmara dos Deputados, meu papel foi articular com o presidente Temer e as demais lideranças partidárias a inserção do projeto na pauta de votação do plenário. No que diz respeito à Ficha Limpa, a bancada do nosso partido na Câmara foi a que teve o maior índice de apoio ao projeto. Todos os parlamentares socialistas compareceram ao plenário e votaram favoravelmente; os dois únicos
ausentes estavam oficialmente de licença.
PSB-40 - O que se pode esperar do desempenho do PSB no próximo Congresso? RR : As perspectivas são bastante positivas. A p artir do ano que vem, as forças que acumularmos na disputa eleitoral deverão ser utilizadas para manter e aperfeiçoar o p rocesso de desenvolvimento baseado em crescimento econômico, estabilidade de preços, distribuição da renda, sustentabilidade ambiental, além do aumento dos investimentos e melhora da qualidade d os gastos em saúde e educação.
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