23 de maio de 2011

Em 5 anos, corrupção levou 398 PMs a responder a processos


Maior índice é o de concussão, crime em que o policial pede dinheiro, mas não o recebe, diz promotora

Nos últimos cinco anos, a Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro abriu 148 processos contra 398 policiais militares do Estado, acusados dos crimes de corrupção passiva, extorsão, roubo, extorsão mediante sequestro e concussão. 

Isabella Pena Lucas, promotora do Ministério Público e da Auditoria da Justiça Militar, aponta ainda que, na maioria dos casos, os PMs pedem o dinheiro, mas não chegam a recebê-lo. 

"A gente tem um índice grande de crimes de concussão, quando o policial pede o dinheiro. A conduta do policial que exige o dinheiro é maior do que a de corrupção, que é o recebimento do dinheiro em si", afirma ela. 

Mesmo em se tratando de 1% no universo de quase 40 mil policiais militares, o número é expressivo para Luiz Antonio Ferreira, coronel reformado da Polícia Militar do Rio e da Força Nacional de Segurança. 

"Em outras instituições, os processos são ínfimos. Elas depuram muito suas tropas", afirma, referindo-se a PMs de outros Estados. 

Para Ferreira, a quantidade de processos "traduz a realidade dos nossos órgãos de segurança, mas, pelo menos, aponta um esforço de seus dirigentes; é sinal de que estão atentos". 

Os que se beneficiam da corrupção também são um problema para a Justiça. "São essas pessoas que deixam de denunciar e isso prejudica muito o nosso trabalho", ressalta a promotora.

51% das ações seguem abertas


 
Lista de irregularidades denunciadas ainda inclui extorsão, extorsão mediante sequestro e roubo 
angelo cuissi/destak

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