Maior índice é o de concussão, crime em que o policial pede dinheiro, mas não o recebe, diz promotora
Nos últimos cinco anos, a Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro abriu 148 processos contra 398 policiais militares do Estado, acusados dos crimes de corrupção passiva, extorsão, roubo, extorsão mediante sequestro e concussão.
Isabella Pena Lucas, promotora do Ministério Público e da Auditoria da Justiça Militar, aponta ainda que, na maioria dos casos, os PMs pedem o dinheiro, mas não chegam a recebê-lo.
"A gente tem um índice grande de crimes de concussão, quando o policial pede o dinheiro. A conduta do policial que exige o dinheiro é maior do que a de corrupção, que é o recebimento do dinheiro em si", afirma ela.
Mesmo em se tratando de 1% no universo de quase 40 mil policiais militares, o número é expressivo para Luiz Antonio Ferreira, coronel reformado da Polícia Militar do Rio e da Força Nacional de Segurança.
"Em outras instituições, os processos são ínfimos. Elas depuram muito suas tropas", afirma, referindo-se a PMs de outros Estados.
Para Ferreira, a quantidade de processos "traduz a realidade dos nossos órgãos de segurança, mas, pelo menos, aponta um esforço de seus dirigentes; é sinal de que estão atentos".
Os que se beneficiam da corrupção também são um problema para a Justiça. "São essas pessoas que deixam de denunciar e isso prejudica muito o nosso trabalho", ressalta a promotora.
51% das ações seguem abertas
Lista de irregularidades denunciadas ainda inclui extorsão, extorsão mediante sequestro e roubo
angelo cuissi/destak
Nenhum comentário:
Postar um comentário